Cinema: a Mulher no novo Mad Max de George Miller

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Charlize Theron como Furiosa no novo Mad Max de George Miller.

Os homens no cinema pareciam chutados nas bolas e saíram resmungando “até parece que mulher é capaz dessas coisas”. Até entendo. Deve ser difícil crescer achando que mulher é frágil e que vai precisar de você pra ensinar a ela alguma coisa, e de repente, elas são mais fortes, mais unidas e leram mais do que você. Deve ser cruel crescer se gabando do próprio sexo e descobrir que não passa de um imbecil machista que não sabe que a namorada/mulher pode ter orgasmos múltiplos – e sem o seu falo não-tao-magico-assim. Furiosa está ali mostrando que ela não precisa de um homem pra conseguir seus objetivos, que ela vai lutar até o fim – por e com outras mulheres.
Deve ser triste pros homens acreditar que são o centro do universo por ter um pênis e alguém como Miller jogar na cara deles que eles não são. Esse é um mundo onde cada vez mais mulheres lutam pelo seu espaço próprio enquanto a maioria dos homens no auge do machismo acham que mulher não entende de politica ou sociedade, acha que não precisa porque já tem igualdade o bastante. Mas nos domingos na casa da mamãe, você senta pra ver TV depois do almoço e é a mãe, a irmã e a mulher que vão lavar a louça, afinal você trabalhou a semana toda e não interessa se elas também. E se alguma reclama, ela é histérica. Imagina! E o meu futebol como vou ver? E assim a semana segue em que mulheres enfrentam tripla jornada, enquanto seus patrões e seus maridos a exploram.
Furiosa e sua máquina de guerra é como nós mulheres nos sentimos nesse mundo. Com homens tentando nos cercar, nos privar de liberdade e nos colocar nas regras que eles criaram. Acham que somos deles. Mulher é propriedade do marido, do namorado, de qualquer um que diga ‘minha’. Mas não somos! o grito delas de “NÃO SOMOS OBJETOS” é o que muitas de nós gritamos todos os dias no ônibus, quando cansadas voltando do trabalho passamos medo dos homens ali, quando caminhando até um mercado nos sentimos inseguras porque algum sujeito achou legal te dizer alguma cantada idiota nesse mundo de ‘Mcbanquete’. Nós somos aquelas mulheres que mesmo mães temos que lutar pra viver, mesmo cansadas lutamos por nosso espaço enquanto tantos acham que ser mulher é privilégio quando na verdade o que sentimos e vivemos é opressão.
E nós, como elas, não vamos voltar pra cidadela que nos prendeu e humilhou. Uma vez libertas, nos levantamos contra a opressão feita contra nós e contra toda e qualquer opressão. Voltamos pra revolucionar cidadela. Como seguimos pra revolucionar esse mundo e chutar as bolas machistas que escutam rock enquanto oprimem todos em seu caminho.
Um tiro, um homem: Mulheres são metralhadoras.

( em 31/05/2015 )

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